Investigando o câncer de próstata. Saiba mais sobre o câncer mais frequente nos homens!
Estatísticas do câncer de próstata O câncer de próstata está longe de ser o mais letal mas é o mais frequente na população masculina, com
O câncer de próstata está longe de ser o mais letal mas é o mais frequente na população masculina, com estimativa de 71.730 novos casos em 2023 segundo relatório do INCA. O câncer de pulmão ainda é o que mais mata no mundo ao passo que o câncer de próstata em geral tem um comportamento mais indolente em grande parte dos pacientes, apesar de assombrar a população masculina pela associação com alguns efeitos colaterais de seu tratamento como impotência, incontinência e os tabus relacionados ao toque retal. Conversar com um médico de referência pode ajudar a trazer esses medos para uma realidade que é muito mais favorável do que catastrófica.
O toque retal e o PSA (exame de sangue) são ainda as estratégias mais utilizadas na rotina dos médicos para o rastreamento deste tipo de câncer. Este rastreamento pode começar entre os 40-50 anos de idade a depender de alguns fatores de risco e da expectativa de vida do paciente. Ou seja, se o paciente tem risco mais elevado como histórico familiar desfavorável, o rastreamento começa mais cedo . Quando a expectativa de vida do paciente é menor que 10 anos o rastreamento normalmente não é realizado pois esse paciente muito provavelmente não falecerá desta patologia.
Anatomia da próstata em imagem de Ressonância Magnética . A próstata situa-se entre o reto e a bexiga e tem duas áreas principais (CG : glândula central – interior do círculo amarelo – que é “miolo” da próstata e local da hiperplasia próstata; PZ : zona periferica- entre círculo amarelo e vermelho – que é o local mais comum do acometimento pelo câncer; a Zona vermelha demonstra a dificuldade do toque retal chegar no aspecto anterior da próstata mostrando a limitação do toque nestas áreas.
Como radiologista intervencionista ,a biópsia de próstata é um dos procedimentos mais comuns em nossa rotina, de fácil execução, alta segurança e é a etapa que dá a certeza sobre o diagnóstico quando existe alguma suspeita.
As principais indicações são :
Ao longo dos últimos anos e Ressonância Magnética tem sido recomendada para pacientes sob suspeita pelo aumento do PSA ou com toque retal alterado. Esse exame de imagem consegue prever o risco de malignidade em áreas focais específicas que quando acessadas pela biópsia de maneira assertiva diminuem a chance de um resultado falso negativo (paciente que tem câncer de próstata mas o resultado da biópsia veio negativo).
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Mas porque fazer o rastreamento com PSA e toque retal juntos ? Existem estudos mostrando que os dois exames juntos aumentam a chance de pegar um câncer de próstata durante a investigação. Por exemplo, há pacientes em que o PSA é normal mas o toque retal é alterado e também existem pacientes em que o toque retal é normal e o PSA está alterado.
O problema é que também existem pacientes em que o PSA e o toque são normais e eles tem câncer de próstata , e para esta população o único exame capaz de detectar uma área suspeita é a ressonância magnética seguida de biópsia que englobe a área específica alterada . Existe uma grande discussão sobre o papel da ressonância magnética no rastreamento e o grande dificultador de adicionar este método na rotina do rastreamento é o alto custo e disponibilidade, principalmente quando olhamos com a lupa de custo-efetividade na população em geral.
Saindo das polêmicas e das discussões científicas, o fato é que hoje a melhor situação para um paciente que irá realizar uma biópsia de próstata é que ele tenha feito uma Ressonância Magnética previamente e que a biópsia seja feita correlacionando os achados da Ressonância.
Imagem retirada durante a Biópsia do paciente do início do artigo. A esquerda a imagem em tempo real do ultrassom e à esquerda a imagem da Ressonância.
Nos próximos artigos escreveremos mais sobre a biópsia de próstata, sobre PI-RADS, Gleason, preparo para este procedimento e a importância de uma avaliação com o médico que irá realizar a biópsia !
Até breve !
Dr João Paulo Giacomini Bernardes
Radiologista Intervencionista em Brasília- DF
Por que o câncer de próstata é considerado frequente, mas não o mais letal?
Embora o câncer de próstata seja o tipo mais comum entre homens, com uma estimativa de 71.730 novos casos em 2023, ele geralmente tem um comportamento mais indolente, ou seja, menos agressivo em muitos pacientes. Isso contrasta com o câncer de pulmão, que é o tipo mais letal globalmente.
Quais são os principais métodos de rastreamento do câncer de próstata?
Os principais métodos de rastreamento para câncer de próstata são o toque retal e o exame de PSA (antígeno prostático específico), que são utilizados para detectar sinais precoces de câncer de próstata.
Quando deve começar o rastreamento para câncer de próstata?
O rastreamento para câncer de próstata geralmente começa entre os 40-50 anos de idade, dependendo de fatores de risco como histórico familiar e expectativa de vida do paciente. Se a expectativa de vida é menor que 10 anos, o rastreamento normalmente não é realizado.
Quais são as indicações para uma biópsia de próstata?
As principais indicações para uma biópsia de próstata incluem aumento significativo do PSA, um nódulo palpável ao toque retal, e alterações detectadas na ressonância magnética classificadas como PI-RADS 3, 4, ou 5.
Qual é a vantagem de combinar PSA e toque retal no rastreamento?
A combinação de PSA e toque retal aumenta a probabilidade de detectar câncer de próstata durante a investigação. Existem casos onde um dos exames pode ser normal enquanto o outro indica uma anormalidade, portanto, usar ambos os métodos fornece uma avaliação mais abrangente.
Qual é o papel da biópsia com fusão de imagens?
A biópsia com fusão de imagens utiliza a combinação de ressonância magnética e ultrassom para orientar a coleta de amostras de tecido, o que melhora a precisão do procedimento. Esse método é particularmente útil para correlacionar achados de ressonância com o local da biópsia, aumentando a eficácia diagnóstica.
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